quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Conheça Marcell Castro

Atualizado em 08/06/2017.

MARCELL CASTRO Vereador de Barra Mansa - RJ, nasceu no município em 1988.


Membro da 4ª geração da família Pereira Nunes em Barra Mansa, família de origem no município de Paraíba do Sul.
Seus bisavós Modestino Pereira Nunes e Hortência Thereza Duprat chegaram em Barra Mansa por volta do ano de 1916, vindos da cidade vizinha de Piraí.
Modestino Pereira Nunes era guarda-livros, profissão hoje equivalente a contador, e é considerado o 1º da cidade.


Criado pelos avós, estudou todo o Ensino Fundamental no Colégio Verbo Divino, com a exceção de um ano na antiga SABEC.


No Ensino Médio estudou na Escola Técnica Pandiá Calógeras e no Colégio Acae, na vizinha Volta Redonda.

Desde quando estudava no Verbo, já interessava-se por política, tomando a frente de questões de sua turma, nessa época já queria ser candidato quando tivesse a idade mínima para se-lo, isso ocorreu mais tarde em 2008...

Na adolescência integrou equipes de ciclismo, e percorreu grande parte da cidade, realizando trilhas nos distritos.
Colégio Verbo Divino

As desigualdades entre os bairros, a perda de liderança regional de Barra Mansa - produto de um processo de décadas; o desejo de melhorar a nossa cidade e lutar pelos menos favorecidos, a história, as potencialidades de Barra Mansa, entre muitos outros fatores, faz que Marcell Castro ingresse na política.

Em 11 de fevereiro de 2006, realiza a sua 1ª inauguração.
Conquista também entre outras coisas a construção de uma praça na Travessa José Pinheiro no seu bairro.

Ciclismo - Visita ao distrito de Amparo
em 17/08/2003
Também começa a dedicar-se a movimentos culturais da cidade.


Em setembro de 2006 tornou-se evangélico, e em outubro, entra para a Igreja Cristã Maranata.

Em 25 de Novembro de 2007 foi batizado nas águas do lugar chamado "Maanaim de Queluz" - SP próximo a divisa de Resende.

Em 2008 começa a vida universitária, Marcell Castro inicia os estudos no Curso de Administração na Universidade Estácio de Sá em Resende, e no segundo semestre, transfere-se para o UBM.

Queluz - 25/11/2007
Foi convidado a se candidatar a vereador, pelo historiador Dr. Alan Carlos Rocha, porém por questões partidárias, aceita o convite de Lúcio Teixeira e Roosevelt Brasil, e vai para o PMDB, lançando-se pela 1ª vez em 2008, com dezenove para vinte anos, conquistou 355 votos. Seu jingle foi: "Eu digo 15 9 15, Marcell Castro deixa o jovem trabalhar... Barra Mansa não aguenta mais, chega dos mesmos, em toda eleição, é hora de renovar, vamos mostrar, que o jovem é capaz...". (Ritmo: rock).


Em maio de 2011 lança-se candidato a Presidente do Diretório Central dos Estudantes do UBM, e com uma equipe coesa e propostas inovadoras, é eleito com 488 votos pela Chapa Transparência e Ficha Limpa. Representou por um ano aos quase 6 mil estudantes de todos os cursos da graduação a pós-graduação do UBM.
Comício da Vila Independência, com
Roosevelt Brasil, Sônia Coutinho 

- Setembro de 2008

Forma-se em Julho de 2012, e por ocasião do seu egresso do UBM, seu amigo, Junio Lacerda então vice, assume a presidência.

Após formar-se em Administração, em 2012 é novamente candidato a vereador - d'esta vez pelo PSDC -, Conquistou 515 votos, e 60ª lugar, de um total de mais de 350 candidatos. Seu jingle foi: "Chegou a hora de Marcell Castro, Barra Mansa não pode esperar, chegou a hora d'este grande salto, vou deixar o jovem trabalhar, chegou a hora de ficar mais forte, de fazer justiça e crescer muito mais, chegou a hora de Marcell Castro, é 27027..." (Ritmo: pop).

Em 2013, recomeço, retorna em 18 de fevereiro ao UBM, onde inicia o seu segundo curso universitário - Direito.

Em 2016, chegou a marca - seis vezes representante de turma (cinco da turma B, e uma vez da turma A), também já foi representante de colegiado do curso de Direito, e membro do Conselho Superior Universitário, e do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão do UBM.

Em 16 de Agosto, é novamente candidato a vereador, a terceira consecutiva - disputou a todas as eleições municipais que teve idade para concorrer -, d'essa vez pelo PTB -, conquistou expressivos 1882 votos, e foi o 4º candidato a vereador mais votado da cidade - 458 concorrentes -, o 3º mais votado entre os que ganharam, e o 1º mais votado entre os 14 novos vereadores para a 49ª Legislatura (2017 - 2020) da Câmara Municipal de Barra Mansa.
Sua marcante frase - "AGORA VAI!" se popularizou por muitas partes do município.
Seu jingle gravado pela equipe de Emanuel Domingues, e o cantor Peter, da dupla Peter e Alan, foi:
"Barra Mansa é o meu amor, e Marcell Castro é o meu vereador, 
Barra Mansa é o meu amor, 14 014 voto pra vereador (bis)

Essa canção vem do coração, é um rumo novo, a voz do nosso povo, 
14 014 é a esperança, Marcell Castro agora vai, avança Barra Mansa!

Barra Mansa é o meu amor, e Marcell Castro é o meu vereador, 
Barra Mansa é o meu amor, 14 014 voto pra vereador (bis)

Essa canção vem de todo lado, Barra Mansa cantando, junto com Marcell Castro,
Essa canção vem de todo lado, 14 014 eu voto Marcell Castro!

Barra Mansa é o nosso amor, e Marcell Castro é o nosso vereador, 
Barra Mansa é o nosso amor, 14 014 voto pra vereador (bis)..." (Ritmo: pop romántico).

  Jovem idealista, com inúmeros projetos, acredita que com suas ideias, e ações pode fazer que Barra Mansa retome a liderança, prestígio e o “status” que dispunha entre a 2ª metade do século XIX e 1ª metade do XX. Discorda do fato de seu município ter perdido os distritos de Volta Redonda, Quatis, Ribeirão de São Joaquim e Falcão.


Interessado por cultura, e pelas artes, é autor de poemas que exaltam as belezas de Barra Mansa.

Participa com regularidade de atividades culturais da sociedade barramansense, com maior frequência no Grêmio Barramansense de Letras e na Academia Barramansense de História.

Colação de Grau em Administração
Agosto de 2012 - Cicuta
Interessa-se pelo desenvolvimento de Barra Mansa em todas as áreas, social, cultural, comercial, industrial...
E levar mais honestidade, benevolência, cultura e ética à política.

Na atualidade voltou ao UBM onde cursa o 9º período de Direito.










Galeria de Fotos:

Visita a Assembleia Legislativa do RJ - 18/08/2009
Entrevista ao Comunicador Uiara Araújo em Outubro de 2009, Poema "O Centésimo Septuagésimo Sétimo" - (Poema em 177 palavras pelo 177º Aniversário de Barra Mansa) - Rádio do Comércio
 
Visita a obras no UBM, quando era Presidente do Novo Diretório Central dos Estudantes - 4 de Janeiro de 2012
 
Fotos para Formatura - (Fotógrafo - Fábio Floriano)

Praça dos Três Poderes - Brasília
Portal de Paraíba do Sul

Origens:

Marcell Castro faz parte da 22ª geração do ilustre Dom Afonso Sanches, filho bastardo e legitimado de SM Dom Dinis, o 6º Rei de Portugal, com Dona Aldonça Rodrigues Talha.
Mordomo-Mór do reino, trovador e homem de grandes virtudes, teve de abandonar o reino por imposição do cruel Afonso IV, seu irmão - filho legítimo de Dom Dinis.

Entre seus antepassados merecem destaque também:

Modestino Pereira Nunes - (bisavô) - Primeiro contador de Barra Mansa;
Ignácio Pereira Nunes - (tetravô), comendador da Ordem de Cristo, agraciado por Dom Pedro II;
Bento Borges de Araújo - (pentavô) Alferes em Paraíba do Sul, viveu nos séculos XVIII e XIX;
Vasco Fernandes Coutinho - Capitão Donatário da Capitania Hereditária do Espírito Santo, fundou as cidades de Vila Velha e Vitória;
A rainha Dona Leonor Teles de Menezes;
O rei de Leão Castela Dom Afonso X, o sábio;
Dom Afonso Henriques (Primeiro Rei de Portugal);
o rei Guilherme I da Inglaterra;
o imperador Carlos Magno e o misterioso Aka Makhir, judeu, nascido no Iraque em 715, e descendente direito do rei David, a qual se mudou para a corte francesa a convite do rei dos francos.


Pereira Nunes de Paraíba do Sul

Duprat de Piraí; Vasconellos e Borges de Araújo de Paraíba do Sul; Nunes da Silva do Rio de Janeiro;

Fonseca Moraes de Bernardo da Fonseca Moraes, imigrante português estabeleceu-se em Sebollas no século XIX, distrito de Paraíba do Sul.

Silva, Castro, Ballico e Amaral de Perdões-MG; Soares, Castro e Resende de Candeias-MG.

Lopes de Abreu de Bento José Lopes de Abreu, natural de Ponte da Barca,
Minho, Portugal, foi gerente da Cia Agrícola e Industrial de Minas Gerais, em Ribeirão Vermelho-MG.


Paterna: Souza, Medeiros, Dias, Vital, Oliveira, Alves e Lugon, de Divino-MG.
Seu trisavô paterno - José Elias Lugon, é descendente de suíços.

Origens de Marcell Castro

Essa página mostra um pouco sobre alguns dos antepassados de Marcell Castro, aos quais foram importantes para a história de Barra Mansa, do Vale do Paraíba Fluminense, da Região do Campo das Vertentes de Minas Gerais, do Estado do Espírito Santo, do Brasil, de Portugal, e dos reinos medievais vizinhos - Castela, Leão, Aragão, Condado de Barcelona...


Pirahy - fonte - brevescafe.net/memoriasdepirai.html
Marcell Castro é nascido e criado em Barra Mansa, e sua família está em nossa cidade desde 1916, quando os seus bisavôs Modestino Pereira Nunes e Hortência Thereza Duprat vieram da vizinha Piraí;

Descendente de cafeicultores do município de Paraíba do Sul-RJ - famílias: Pereira Nunes, Fonseca Moraes e Borges de Araújo;
E de músicos de Perdões de Lavras-MG - família Castro.

É tetraneto do Comendador Ignácio Pereira Nunes;

É pentaneto de Bento Borges de Araújo, da descendência da família real portuguesa;

Av. Domingos Mariano -
Barra Mansa - 1937 - Acervo ABH
Marcell Castro é membro da 15ª geração de Vasco Fernandes Coutinho (1º Capitão Donatário da Capitania Hereditária do Espírito Santo, fundador de Vila Velha e de Vitória);

Da 23ª geração do Rei de Portugal Dom Dinis I, e por ele descende de Afonso Xo sábio, rei de Castela, do rei Dom Afonso Henriques de Portugal; da Rainha de Aragão Dona Petronilado Conde de Barcelona Ramon Berenguer IV; de Henrique II rei da Inglaterra, e do herói Rodrigo Diaz de Vivar - El Cid Campeador.
Também descende da rainha Dona Leonor Teles de Meneses, e do seu primeiro marido João Lourenço da Cunha.
Séculos atrás, também são seus antepassados, o Imperador Carlos Magno, o misterioso judeu babilônico Aka Makhir, da casa do Rei David da Bíblia.

A seguir, alguns antepassados de destaque de Marcell Castro:

Modestino Pereira NunesAcervo Deonil da Costa


Família Pereira Nunes - As origens da família, até o século VIII - 

MODESTINO PEREIRA NUNES     
     Bisavô de Marcell Castro, Primeiro Guarda-Livros de Barra Mansa (profissão hoje chamada de contador). Nasceu em 21 de Março de 1861 em Parahyba do Sul, filho de Jacintho Pereira Nunes e Dona Perpétua da Fonseca Moraes, cresceu em Paraíba do Sul, morou também em Rio das Flores, Piraí, “Mundo Novo” talvez em Três Ilhas, distrito do atual Município de Belmiro Braga - MG onde foi proprietário junto com o irmão Alexandre Pereira Nunes e mais alguns sócios de uma estafeta.     Depois morou com a família em Porto das Flores (distrito de Rio das Flores atual Manuel Duarte), lá exerceu em 1907 o cargo de 3º Juiz de Paz. Antes de vir a Barra Mansa, morou em Pirahy, terra de sua mulher Hortência Thereza Duprat onde nasceram os primeiros filhos.
     Em 1916 já estava em Barra Mansa.

Dr. Antonio Jacintho Pereira Nunes
Acervo - D.Ilva Nunes Ferreira da Silva
ANTONIO JACINTHO PEREIRA NUNES
     Tio-Bisavô de Marcell Castro. Nasceu em 10 de Setembro de 1851 em Parahyba do Sul, irmão de Modestino, estudou no renomado Colégio do Santuário da Serra da Caraça em Minas Gerais, e depois foi à Salvador, onde estudou na famosa Faculdade de Medicina da Bahia, formado em 1884.
     Famoso médico, inventou e patenteou a aplicação do vegetal Vittis Nili ao tratamento da beri-beri.
     Nas eleições de 1902 concorreu à Vice-Presidente da República.
     Foi também em 1913 delegado de higiene em Rio das Flores, residiu em Porto das Flores, e por último estabeleceu-se em Juiz de Fora, onde cuidou de suas irmãs e sobrinhos.
     Foi casado duas vezes, a primeira com sua prima Philomena Reiz Pereira Nunes, a qual gerou aos filhos: Estela, Clóvis, Nilo, Gilberto, Clotilde; do segundo casamento com Rita de Cássia Ferreira foi pai de Maria Clara. Teve também um filho natural em Rio das Flores, chamado Mário.



JACINTHO PEREIRA NUNES
     Trisavô de Marcell Castro, nascido por volta de 1819 em Parahyba do Sul, filho de Dona Leocádia e do Comendador Ignácio Pereira Nunes. Seu avô Bento Borges de Araújo é heptaneto de Vasco Fernandes Coutinho, listado a seguir.
Sebollas - Terra dos Fonseca Moraes
     Jacintho era cafeicultor e além de Parahyba do Sul residiu também em Valença e Pirahy.
     Casou-se com Dona Perpétua Joaquina da Fonseca Moraes, filha do cafeicultor Bernardo da Fonseca Moraes, nascido em Portugal, e morador em Sebollas - atual inconfidência - Distrito de Paraíba do Sul.
     Foram pais de: Augusto, Ernestina, Antonio Jacintho, Jacintho, Presciliana, Modestino, Leocádia, Lydia, Alexandre, Maria, e Izabel.
Perpétua Pereira Nunes, e seus filhos: Ernestina, Alexandre, Maria, Antonio Jacintho e Presciliana; netos: Clovis, Nilo, Clotilde e Maria Clara, e a nora Rita - Acervo de Dona Ilva Nunes Ferreira da Silva.
BARÃO DE SÃO CARLOS - CARLOS PEREIRA NUNES
Coroa de Barão
     Tio-Trisavô de Marcell Castro. Filho do Comendador Ignácio Pereira Nunes e de Maria Luísa Gomes. Nasceu por volta de 1804, Carlos Pereira Nunes foi muito destacado em Parahyba do Sul, foi Comendador da Imperial Ordem da Rosa, era cafeicultor, e em 1877 recebeu o título de Barão. 
Segundo Pedro Gomes da Silva, "fez doações à Casa de Caridade de Paraíba do Sul, e à Sociedade de Beneficência Portuguesa no Rio de Janeiro, custeando as despesas do hospital dois meses".
Casado com Dona Florinda do Couto Nunes, foi pai de dez filhos: José Carlos, Olympia, Antônio Carlos, Joaquim Carlos, Izabel, Christovão, Balbina, Cornélio, Carlos e João Carlos.


BARÃO DO RIO DO OURO - DR. BRÁS PEREIRA NUNES
    Tio-Trisavô de Marcell Castro. Filho do Comendador Ignácio Pereira Nunes e de Dona Leocádia Pereira Nunes. Nasceu por volta de 1820, dentre seus irmãos foi o que mais se distinguiu nos estudos, se formou em São Paulo, e exerceu diversos cargos em Parahyba do Sul. gostava muito de caçadas.
Era amigo do Conselheiro Saraiva. Em 1881 recebeu o título de Barão. Teve diversos filhos naturais.

COMENDADOR IGNÁCIO PEREIRA NUNES
     Tetravô de Marcell Castro. Nascido por volta de 1767 na cidade do Rio de Janeiro, batizado na freguesia de Inhaúma, filho de Antônio Nunes da Silva e de Anna Pereira Nunes.
Casado em primeiras núpcias com Maria Luisa Gomes (falecida em 1816), teve onze filhos, das quais sete sobreviveram:
Pedra Monte Cristo na Serra das Abóboras
Reginaldo, Anna, Maria, José Ignácio, Carlos, Bárbara, Antonio.

     No início do século XIX, ou fim do XVIII, subiu a serra, e veio a habitar nos termos de Paty do Alferes, na então freguesia de Parahyba do Sul.
Se casou em segundas núpcias com Leocádia Borges de Araújo, filha de Bento Borges de Araújo e Dona Maria Joaquina Vasconcellos em 1817, gerando os filhos:
Marianna, Jacintho, Braz, Victório, Thereza, Clara, Emydgio, Innocencia.

Comenda da Ordem de Cristo
     Conta-se que era pobre, e exercia o ofício de ferreiro, dos seus começos no bairro do Inema, em Parahyba do Sul, segundo Pedro Gomes da Silva, tornou-se fazendeiro e proprietário de uma fábrica de tijolos para construção, e "aos poucos foi adquirindo terras na Serra das Abóboras"(serra entre o Rio Paraíba e o Rio Preto na divisa com Minas).

     Homem de grande prestígio, forte, e corajoso, tornou-se com o passar do tempo uma das pessoas mais importantes e afamadas do Vale do Café. As suas fazendas multiplicaram-se, dentro do seu patrimônio estavam localizadas as pedras Monte Christo, e a lendária Menina (pontos mais elevados da Serra), o seu crescimento é devido em parte ao casamento com Dona Leocádia, e também ao episódio da Revolução Liberal de 1842, a qual prestou auxílio à tropa legal do então Barão de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva), e por isso foi condecorado por S.M. Dom Pedro II com a Comenda da Ordem de Cristo, e dessa data em diante, passa a ser conhecido
Parahyba do Sul em 1861
 como Commendador Ignácio Pereira Nunes, "senhor de muitos haveres".

Também foi Oficial da Ordem da Rosa;
Benemérito, contribui com subscrições mensais ao aumento da Marinha de Guerra do Império em 1823, para a demarcação dos limites do recém fundado Município de Parahyba do Sul, e para ajudar aos pobres do seu município.




VASCO FERNANDES COUTINHO - Primeiro Capitão Donatário do Espírito Santo
Vasco Fernandes Coutinho
pelo artista capixaba
Jeferson de Oliveira
     Antepassado em 15 gerações de Marcell Castro, (octavô de Dona Leocádia). Fidalgo do Reino de Portugal, filho de Dom Jorge de Mello e de Dona Branca Coutinho, hexaneto de Dom Afonso Sanches - filho bastardo, porém o favorito de Dom Dinis I, que mais tarde o legitimou -, Vasco Fernandes Coutinho, é dito que nasceu em 1490 em Serpa, Portugal. Valente e aventureiro, serviu El-Rey em Gôa e Malaca, sendo discípulo do grande Dom Affonso de Albuquerque (Vice-Rei da Índia Portuguesa). Tamanho são seus feitos, que a 1 de Junho de 1534 foi agraciado pelo rei Dom João III, com uma da 15 capitanias hereditárias que o Brasil fora dividido, tão logo cruzou o mar oceano e civilizou o Espírito Santo, fundou as suas primeiras vilas: Vila Velha e Vitória.
     Casado com Dona Ana Vaz de Almada, pais de Dona Catarina de Melo Coutinho - casada com Manuel Fernandes, pais de Maria Coutinho de Melo - casada com Marcos de Azeredo, o Velho (descendente de Fernando I - Rei de Leão e Castela), pais de Isabel de Azeredo Coutinho - casada com Antônio Pacheco Calheiros, que do Espírito Santo veio ao Rio de Janeiro - vereador em 1619, pais de Joana Coutinho casada com Francisco de Macedo Viegas, pais de Lucrécia Viegas Coutinho (nascida por volta de 1645) - casada com o Capitão Bento Borges de Araújo, o Velho, pais de Bento Borges de Araújo (filho), pai de Bento Borges de Araújo (neto) - Capitão de Ordenanças da Capitania do Rio de Janeiro, pai de Bento Borges de Araújo (bisneto) - Alferes, que foi de Inhomirim (na atual Magé) á Parahyba do Sul, e em 1823 arrendou a Fazenda do Governo. Este Bento Borges de Araújo é pai de Leocádia Borges de Araújo, casada com o Comendador Ignácio Pereira Nunes - tetravós de Marcell Castro.

DOM AFONSO SANCHES
Dom Afonso Sanches
por António Holanda
     Antepassado há 19 gerações de Modestino Pereira Nunes, (hexavô de Vasco Fernandes Coutinho), Dom Afonso nasceu em Cerva - Trás-os-Montes em 24 de Maio de 1289, filho bastardo de Dom Dinis I (o sexto rei de Portugal), com Dona Aldonça Rodrigues Talha.
     Homem hábil de grande talento, na política e nas letras, foi assim como o pai, um grande trovador, na atualidade nos chegaram alguns de seus poemas.
     Foi legitimado pelo rei em 1304.
     Foi educado na corte, junto aos filhos legítimos e bastardos do rei, chamado pela Rainha Isabel de Aragão (esposa de Dom Dinis).
     O Rei tinha por ele uma grande predileção, e o nome-ou Mordomo-Mór do Reino, (cargo que era a uma espécie de primeiro-ministro).
     Essa predileção, e esse talento, provocaram os protestos do seu irmão, o futuro Afonso IV, filho legítimo de Dom Dinis. O herdeiro, temia perder a herança para seu irmão Afonso Sanches, o que 
causou uma guerra civil.
     Afonso Sanches foi exilado no Reino de Castela.
     Foi casado com Dona Teresa Teles de Meneses - filha do Conde de Barcelos João Afonso Teles de Meneses e de Teresa Sanches - filha bastarda do Rei de Castela Dom Sancho IV.
     O trovador Dom Afonso Sanches foi pai do famoso guerreiro João Afonso de Albuquerque, que ganhou fama nas lutas contra o rei de Castela - Pedro, o cruel.



DOM DINIS I , o Lavrador - REI DE PORTUGAL E DOS ALGARVES
Rei Dom Dinis I
       Antepassado há 20 gerações de Modestino Pereira Nunes, Dom Dinis também alcunhado de Rei-Poeta, nasceu em Santarém em 9 de Outubro de 1261, filho do rei Dom Afonso III, e da infanta Dona Beatriz de Castela, subiu ao trono com 17 anos, foi o 6º Rei de Portugal. Casou com a infanta Isabel de Aragão, - a qual foi chamada de a Rainha Santa -, da qual teve os filhos Afonso IV, e Constança (casada com o rei Fernando IV de Leão e Castela).
     Dom Dinis teve muitos outros filhos fora do casamento, mas dentre todos, o que mais gostava era Dom Afonso Sanches.
     Um dos reinados mais profícuos da história lusitana, foi ele quem assinou em 1297 o célebre Tratado de Alcanizes, a qual definiu as fronteiras com Castela, e d'aquela época até a atualidade, pouco se mudou das fronteiras portuguesas.
     Criou a primeira universidade do reino (Universidade de Coimbra), a qual tinha as faculdades de Artes, Direito Canônico, Direito Civil e Medicina. Tornou a língua portuguesa oficial no reino. Abrigou os cavaleiros templários, na recém fundada Ordem de Cristo. Ampliou o pinhal de Leiria, plantado por seu pai, a qual forneceu no futuro madeira para os navios dos descobrimentos portugueses.
     Poeta como seu avô Alfonso X rei de Castela. deixou largo espólio literário que chegaram a atualidade.

ALFONSO X, El Sábio - REI DE CASTELA, E LEÃO
     Antepassado há 22 gerações de Modestino Pereira Nunes; avô materno de Dom Dinis; filho do rei Fernando III de Castela e Leão e Beatriz da Suábia. Afonso X era também trineto de Dom Afonso Henriques.
     Nasceu em 23 de Novembro de 1221 em Toledo. Empreendeu grandes feitos na reconquista da Península Ibérica, foi poeta, jurista, astrônomo. Promoveu o Castelhano à língua oficial do reino, em sua corte em Toledo, conviviam poetas, cientistas, músicos, judeus, árabes e cristãos. Impulsionou a Escola de Tradutores de Toledo. Promoveu a feitura da História da Espanha, e História Universal. No direito instituiu as famosas LIBRO DE LAS LEYES, ou SIETE PARTIDAS, conjunto legislativo composto por grandes juristas da época, e dirigidos pessoalmente pelo rei, e que tinha por objetivo dar uniformidade jurídica no seu reino.
      

AFONSO HENRIQUES - 1º REI DE PORTUGAL
Rei Dom Afonso I
     Antepassado há 24 gerações de Modestino Pereira Nunes; trisavô de Dom Dinis. Dom Afonso I nasceu em Guimarães ou Viseu, por volta de 1109, filho de Dom Henrique - Conde do Condado Portucalense - e de Dona Teresa de Leão. Dona Teresa é filha bastarda do Rei de Leão Afonso VI, a qual presenteou o genro com a criação do Condado Portucalense - semente do futuro Reino de Portugal -, o condado era uma faixa de terra entre os rios Douro e Minho.
     O seu pai - Dom Henrique de Borgonha é bisneto do rei da França Roberto II. 
     Governou Portugal após a batalha de São Mamede, episódio fundamental para a independência do novo país. Em 1143 seu primo - Afonso VII (neto de Afonso VI), novo rei de Leão, no Tratado de Zamora reconheceu a independência lusitana.
     Casado com Dona Mafalda de Sabóia, governou Portugal por 57 anos, conquistou várias cidades vencendo os sarracenos, incluso Lisboa. Foi sucedido pelo filho Dom Sancho I. Dom Afonso Henriques foi um grande guerreiro, político e estrategista, Portugal deve a ele a sua existência como nação.
     Também é antepassado em 27 gerações dos jovens príncipes brasileiros: Dom Rafael Antonio, e Maria Gabriela de Orleans e Bragança.





RAMON BERENGUER III - CONDE DE BARCELONA, de Girona, de Osona, de Besalú, da Cerdanha e da Provença
Conde Ramón Berenguer III
Pintura de Mariano Fortuny
     Antepassado na 25ª geração de Modestino Pereira Nunes; Ramon Berenguer III (Raimundo Berengário III) é tetravô do Rei Dom Dinis.
Nasceu em Rodes, França, em 11 de Novembro de 1082, filho do Conde Ramon Berenguer II e de Dona Matilde da Apúlia.
     O episódio lendário  de sua coroação foi encenado no filme "Las Hijas d'El Cid".
     Casou em primeira núpcias com Maria Rodriguez - filha de El Cid; em segundas com Almodis; e em terceiras com Dulce I, condessa da Provença.
     De seu último matrimônio nasceu Ramón Berenguer IV, que herdou a atual Catalunha, na qual foi unida com Aragão, pelo seu casamento com Petronila, herdeira d'aquele reino (trisavós de Dom Dinis).
A seguir, cena final do mencionado filme:

IMPERADOR CARLOS MAGNO
     Rei dos Francos, e Imperador Romano-Germânico. Undecavô de Dom Afonso Henriques. Antepassado em 36 gerações de Modestino Pereira Nunes.
     Nasceu por volta do ano de 742, filho do rei Pepino, o Breve, e da rainha Bertha de Laon.
     Governou grande parte da Europa Central.

AKA MAKHIR BEN HABIB DAVID
     Da descendência do Rei David, possivelmente 52ª gerações após o rei bíblico, é antepassado de Modestino Pereira Nunes (bisavô de Marcell Castro) na 38ª geração.
     Decavô do rei Afonso V de Leão, que por sua vez é trisavô de Dom Afonso Henriques, este tetravô de Dom Afonso Sanches, este hexavô de Vasco Fernandes Coutinho, tetravô de Lucrécia Viegas Coutinho, que é trisavó de Leocádia Pereira Nunes, esta avó de Modestino Pereira Nunes - primeiro contador de Barra Mansa.
     Aka Makhir, filho de Habib ben Natronai, judeu da linhagem do Rei David, morava no Iraque, no século VIII, e foi convidado para ir à França pelo rei dos francos, através de um trato entre este e o califa de Bagdad.
     Casou-se com Aude da França, e residiu em Narbona. Carlos Magno concedeu-lhe benefícios.
     Os motivos da vinda de Aka Makhir, bem como sua vida na França constituem mistérios, e são fontes de lendas.

Família Castro - 
Hermogenes de Castro

HERMOGENES DE CASTRO
     Bisavô de Marcell Castro. Chamado de Guinho, nasceu em Perdões de Lavras - MG em 1899. Terceiro filho de Sinval Odorico de Castro e de Maria Berenice da Silva.
     Casou-se com Laurita Luiza de Castro - filha do Bento José Lopes de Abreu e Idalina Luiza de Jesus.
     Habitou em Ribeirão Vermelho, Andrelândia, Falcão, e veio definitivamente para Barra Mansa, onde seu filho Juca - avô de Marcell Castro já estava.
     Era ferroviário.
     A sua irmã Julieta de Castro Oliveira com o cunhado Elói Oliveira, também vieram à Barra Mansa.

Sinval Odorico de Castro
SINVAL ODORICO DE CASTRO
     Trisavô de Marcell Castro. Nasceu em Perdões de Lavras - MG, em 16 de Março de 1868. Filho primogênito de Hermogenes Protásio de Castro Ballico e de Maria Candida do Amaral.
     Casado com Maria Berenice da Silva. Foi pai de: Marieta, Boanerges, Hermogenes, Maria, Antonieta, Joana, Julieta, Dagmar, Sinval e José.
     Era político, da agremiação local - Partido das Rolinhas. Foi também o primeiro contador de Perdões, e músico como seu pai.

HERMOGENES PROTASIO DE CASTRO BALLICO
     Tetravô de Marcell Castro. Nasceu por volta de 1844, era professor de ensino normal, e de música em Perdões de Lavras - MG. Era chamado de 'Mestre Ballico', e em Perdões há uma extensa rua com o seu nome.
     Casado com Maria Candida do Amaral, foi pai de Sinval e Zozima.
     Com Dona Gabriela foi pai de Otávio de Castro, José de Castro e Abigail de Castro. Também foi pai de Maria Rosalina de Castro.
Mestre Ballico - tetravô de Marcell Castro - , na foto
entre outros músicos de Perdões - MG. Foto: 'Folha Perdões'



Rua Mestre Ballico em
Perdões - MG - Imagem: Google

















Família Lopes de Abreu - 
Bento José
Lopes de Abreu

BENTO JOSÉ LOPES DE ABREU
     Trisavô de Marcell Castro. Nasceu em Ponte da Barca, na antiga província do Minho em Portugal filho de José Lopes de Abreu e Maria Rosa de Abreu por volta de 1852, veio para o Brasil com 18 anos, morou em Juiz de Fora. Na política foi vice-Presidente do Club Democrático 1º de Janeiro.
     Migrou à Ribeirão Vermelho, onde fez parte da agremiação local - Partido dos Gaviões. Foi também negociante, e gerente da Cia Agrícola e Industrial de Minas Gerais.
     Foi casado com Maria, e gerou aos filhos: Izolina, Alberto e Antônio; depois com Idalina Luiza de Jesus (de Candeias - MG) - trisavó de Marcell Castro -, gerou: Bento, José, Laurita Luiza, Rosa, e Josephina.
Ministro João Baptista de Abreu -
Foto: Secretaria de Arquivo do
Senado Federal.


     Seu filho José Bento Lopes de Abreu foi prefeito de Ribeirão Vermelho - MG.
N'aquela cidade há em sua homenagem a Praça Bento de Abreu.

     Seu bisneto João Baptista de Abreu - neto de seu filho Alberto de Abreu -, foi o nono Ministro do Planejamento da história do Brasil, durante o governo do Presidente José Sarney.





Família Paterna - 
Brasão da Família Lugon
     Os avós paternos de Marcell Castro - Sebastião e Maria, vieram de Divino - MG, para Volta Redonda. Sr. Sebastião trabalhou por muitos anos na CSN. E trouxe o pai dele - Simião -, e suas irmãs para morarem em Volta Redonda e Barra Mansa.
     Dorcilina Alves de Oliveira, mãe de Maria, também veio de Minas com alguns filhos, e habitou em Barra Mansa por muitos anos.
     Bisavó Dorcilina, filha de José Elias Lugon, é descendente de suíços da família LUGON.

Conheça Marcell Castro

Vídeos de Marcell Castro

Atualizado em 26/11/2016


Clipe com 'Jingle' da 3ª campanha - Candidatura a Vereador de Barra Mansa em 2016.

O renomado Radialista Uiara Araújo lê o resumo biográfico de Marcell Castro
candidato a vereador nas eleições de 2016.

Vídeo da Campanha a Vereador - 2016 - Divisa Barra Mansa x Volta Redonda 
(Vila Elmira x Ponte Alta).

Vídeo da Campanha a Vereador - 2016 - Santa Rita de Cássia.


Deputado Federal Dr. Alexandre Serfiotis pede voto a Marcell Castro Vereador - 2016.

Vídeo da Campanha a Vereador - 2016 - Jardim Alvorada.

 Vídeo Promocional do Blog: "Amor a Barra Mansa".

 
 Vídeo Promocional do Blog: "Clipe mostrado ao final do vídeo do início da construção do Viaduto da Barbará".

 
 Vídeo Promocional do Blog: "Barra Mansa de Volta ao Progresso".

 
Clipe com 'Jingle' da 2ª campanha - Candidatura a Vereador de Barra Mansa em 2012.

Marcell Castro discursa no Início das Obras do Viaduto da Barbará em 4 de Maio de 2012.

                        Marcell Castro: 1ª Candidatura a Vereador de Barra Mansa, em 2008.

Clipe com 'Jingle' da 1ª campanha - Candidatura a Vereador de Barra Mansa em 2008.

Poemas de Marcell Castro

Conheça o autor destes versos!

     Gosto de escrever versos, como meus antepassados, componho para as coisas que amo. 
Nos últimos anos, desde 2009, escrevo poemas com o exato número de palavras da idade do aniversário de emancipação de Barra Mansa. O 177º em 2009, O 178º em 2010, O 181º em 2013, O 182º em 2014...

Eis meus poemas sobre Barra Mansa: (Para utilização, favor me pedir autorização).


                                                   Poema pelo 183º aniversário de Barra Mansa, em 2015 - 183 palavras:

Poema pelo 182º aniversário de Barra Mansa, em 2014 - 182 palavras:

Poema pelo 181º aniversário de Barra Mansa, em 2013 - 181 palavras:

Poema sobre o Pátio de Manobras, em 2010:
     Também a seguir, o poema - Jubiloso Quinze de Abril -, que teve o nome e o primeiro versos alterados, do original que escrevi em 2010, a qual chamei "Jubiloso Nove de Abril"... e fazia alusão à histórica data, muito importante à Barra Mansa, pois em 09/04/1941 foi fundada à CSN, que seria instalada em Barra Mansa - no oitavo distrito, Volta Redonda -, e em 09/04/2010 seria o início das obras de readequação e transferência do famigerado Pátio de Manobras Ferroviárias de Barra Mansa.
     Porém tive de alterar para "Jubiloso Quinze de Abril", pois a data foi transferida para 15/04/2010, pois houve um imprevisto na agenda do Governador Sérgio Cabral.
     Mais tarde em 04/05/2011 - li este poema na solenidade do início das obras do Viaduto Luís Claudio Monlevad - o Viaduto da Barbará, veja no link - vídeos.


Poema pelo 178º aniversário de Barra Mansa, em 2010 - 178 palavras:

Poema pelo 177º aniversário de Barra Mansa, em 2009 - 177 palavras:

Marcell Castro e Barra Mansa

UMA HISTÓRIA DE AMOR À BARRA MANSA

1920 - Avenida Joaquim Leite

     Quando as pessoas me perguntam se eu gosto de Barra Mansa, respondo com alegria que sim, pois: "São 100 anos de Barra Mansa!", logo as pessoas se espantam. Claro que eu não tenho cem anos de idade. 
     É que neste ano de 2016, comemora-se o primeiro centenário da vinda de minha família a Barra Mansa; dos Pereira Nunes, que aqui chegaram por volta de 1916.

     Vindos de Piraí, meus bisavós Modestino Pereira Nunes e Hortência Thereza Duprat, chegaram com seus três filhos ainda crianças. Já em Barra Mansa residiram na rua São Sebastião, depois moraram na Av. Joaquim Leite. Na nossa querida cidade, nasceram mais quatro filhos, incluindo minha avó.
1922 - Estação da Estrada de Ferro Oeste Minas.
Foi nesta estação que desembarcaram os mineiros.

     A vinda deles para a nossa cidade, representou um marco. Vô Modestino Pereira Nunes é considerado o primeiro guarda-livros do município - profissão hoje equivalente a de contador; e seus serviços muito contribuíram para o progresso econômico de nossa bem amada Barra Mansa.

      Após o fim da primeira fase econômica, da agricultura (principalmente a cafeeira) no fim do século XIX, Barra Mansa viveu grande decadência econômica. Felizmente voltou a se recuperar com a segunda fase: pecuária. Outro fato relevante foi o prolongamento da Estrada de Ferro Oeste de Minas, ligando Barra Mansa a Ribeirão Vermelho e Perdões - MG (terra da família Castro).
Junho de 1916 - Anúncio de meu bisavô no
Jornal A Gazetinha, oferecendo serviços
contábeis - Acervo GREBAL

     Em 1916 a cidade era alegre, cheia de casas formosas, pequenos palacetes, mocinhas de vestidos elegantes, e homens de fino trato. Barra Mansa crescia aos olhos e aos ouvidos de toda a redondeza. Levas de migrantes vieram ao município, vindos de diversos 
lugares, mas principalmente do Sul de Minas. Antes, na mesma década de 1910, haviam sido inauguradas a iluminação elétrica do Centro - vindo de uma pequena usina na Fazenda Santo Antônio (atual bairro Colônia), o primeiro cinema da cidade (Éden), a primeira empresa telefônica. 
     Com o progresso constante da cidade, meus bisavós vieram para cá, onde estabeleceram-se definitivamente.

     Modestino Pereira Nunes passou a publicar anúncios no Jornal A Gazetinha, oferecendo seus serviços. Partindo de Barra Mansa, viajava de trem por vários lugares da região, para fazer a contabilidade de armazéns, fazendas etc.
Década de 1920 - Av. Joaquim Leite

     Mais tarde após peregrinarem em várias cidades do Sul de Minas, meu avô Juca, e algum tempo depois os pais dele (família Castro), também fixaram-se definitivamente em Barra Mansa.

     O município expandiu-se vertiginosamente, na década de 1930, chegou a ser um dos maiores produtores de leite do país. Nessa época vieram grandes empresas; era a terceira fase econômica: industrial. Destaca-se: 1930 - Moinho Fluminense S/A; 1937 - Nestlé, Siderúrgica Barra Mansa e Barbará; 1941 - CSN; 1947 - Dupont.

     Mais tarde entramos na quarta fase: comercial - Barra Mansa tornou-se um grande centro financeiro, o melhor e mais diversificado da região, pessoas de diversas cidades vinham aqui fazer compras.
     Outro fator relevante: As grandes empresas transportadoras que multiplicaram-se em nosso território.

CIA Metalúrgica Barbará, onde meu avô
trabalhou.
     Cresci escutando estas histórias; aprendi com os mais velhos a respeitar a nossa cidade,  e de parentes que não gostavam que falassem mal de Barra Mansa.

    Quando meu avô me levava ao colégio, me dava a sua mão, e passávamos por toda extensão das ruas São Sebastião e Bernadino Silva, até chegarmos ao Jardim Favo de Mel (que na época ficava ao lado da Clícia Academia), e depois quando estudei no Verbo. Naqueles doces dias, me lembro com emoção, que no dia em que não estávamos atrasados, ele me levava por baixo, pelas avenidas Joaquim Leite e Domingos Mariano, até o colégio! A Av. Joaquim Leite era esplendida, me fascinava, e antes de chegarmos ao Supermercado Floresta para comprar a merenda do recreio, olhava um grande prédio a ser construído, ao lado do Ed. Villa Lobos... e que até hoje esta em construção.
1992 - Av. Joaquim Leite, SABEC, e casarão
em que hoje é o escritório do 

Dr. Hércules Anton Advogados

     Quase todos os domingos, minha mãe me levava ao Parque Centenário - (Jardim das Preguiças), onde eu brincava com parentes, comia pipoca, andava no Trenzinho da Alegria, e conheci pela primeira vez o Palácio Barão de Guapy - palco de grandes acontecimentos da história barramansense.

    No Colégio Verbo Divino aprendi a cantar a doce canção do Hino à Barra Mansa. Na 2ª série Tia Christiane Viana, a professora, me ensinou mais sobre a história da cidade, aprendi sobre o Barão de Ayuruoca, a Fazenda da Posse, sobre os nossos distritos e várias outras cousas.
Livro antigo meu do Colégio Verbo Divino,
que me ensinou cousas sobre Barra Mansa.

     No início da adolescência, quis conhecer a todos os bairros de minha cidade, de 13 a 15 anos,visitei muitos lugares de bicicleta, e comecei a integrar equipes de ciclismo semi-profissionais.

     Vi a desigualdade sócio-econômica entre as diversas localidades de nossa cidade, quanto mais conhecia Barra Mansa, mais queria conhecer.

     Nunca concordei com o fato de nosso município, que já foi um dos mais prósperos do Brasil, entrar outra vez em decadência, a história absurda da compra de votos dos vereadores para a emancipação de Volta Redonda, a posterior mudança de divisas contra Barra Mansa, a emancipação de Quatis - que também levou os distritos de Falcão e Ribeirão de São Joaquim -, a perda da cidade de sedes de instituições regionais: (Receita Federal, sede regional do MP, a Polícia Federal, a sede do 28º Batalhão da PM, a gerência do INSS), para Volta Redonda, essas histórias me entristeceram.
2013
Colégio Verbo Divino, onde estudei.

     Comecei a desenvolver projetos, e a estudar mais sobre Barra Mansa, boa parte do que sei aprendi em diversas conversas com Alan Carlos Rocha, que foi o primeiro a me convidar para ser candidato nas eleições, com a idade mínima constitucional para isto.

     A minha história, e de minha família estão muito relacionadas com Barra Mansa. O modo de ser, de viver, e de pensar barramansense, as expectativas, e os sonhos destes povos, entre outras cousas da cidade fazem parte de minha vida.
2007 - Eu no cartão postal da cidade.

     Procuro saber tudo sobre a cidade, já acumulei muitos livros e publicações relacionadas a cidade. Desde 2009 componho poemas à Barra Mansa, queria contribuir de alguma forma com o bem-estar de nossa cidade.

     Os nossos artistas, os nossos clubes, as famílias antigas, os nossos mineiros, os nossos bairros, as velhas fazendas e palacetes, as florestas, a nossa cultura, nossa culinária, nossas festas, as nossas florestas, tudo isto constitui algo ímpar. Barra Mansa é uma cidade sensacional, especial! Única onde há lendas, onde convivem vilões e heróis, verdadeiros mitos. Aqui acontecem cousas sem igual, em nenhum outro lugar deste país.
2013 - evento cívico

     Passear na Joaquim Leite, ficar em frente ao Café Capital aos sábados, correr no Jardim das Preguiças, comer pastel na feira da Vila Nova aos domingos; dar desculpa que foi o trem que fez chegar atrasado aos compromissos, entre outras peculiaridades.

    Barra Mansa é ao mesmo tempo: cosmopolita e provinciana; mineira, paulista e fluminense; urbana e rural; comercial e industrial; chique e desengonçada; majestosa e tímida; progressista e conservadora. Mas sobretudo capaz de superar e se destacar.

     Na atualidade, o município esta ultrapassado pelas cidades vizinhas, não é mais a joia do Sul Fluminense, o grande centro econômico, e de oportunidades que outrora trouxe meus antepassados, e tanta gente, vinda de muitos lugares.

2013 - Discursei aos membros da Associação
Comercial e Industrial de Barra Mansa
     Nos dias de hoje, muitos jovens mudam-se para outras cidades, em busca de melhores condições de emprego, de vida. Devemos lembrar que por várias vezes, já vivemos períodos de estagnação econômica, e todos eles superados. Com certeza as gerações futuras nos cobrarão pelas ações do presente, pelo que fazemos por nossa cidade, o amanhã será a colheita do que plantamos hoje.

     Barra Mansa não tem problemas, tem desafios!
     Devemos ter esperança e principalmente fé, e agir com prudência, honradez e galhardia! Acredito que vamos ser uma das maiores e melhores cidades do Brasil. Lembro alguns versos que compus ao finalizar meu poema "O 183º" - em 2015:


Barra Mansa

FORMOSA PRINCESA,
CHEIA DE AMORES!
HÁ MUITA BELEZA
NOS SEUS SABORES!

PELO TEU SUCESSO,
ALMEJA O MEU CORAÇÃO!
COMPONHO OS MEUS VERSOS,
CHEIOS DE MUITA PAIXÃO!

MARCELL CASTRO
Ponte dos Arcos, pelo fotógrafo Fábio Guimas.